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Apucarana, 23 de Setembro de 2018

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27/12/2017 10h45

Após fuga em cadeia, oito presos continuam foragidos em CambéA fuga dos presos aconteceu por um buraco na laje da galeria principal

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A polícia conseguiu recapturar quatro detentos no momento da fuga, disparando tiros com munição anti-motim, mas oito seguem foragidos. Os presos que ficaram, se rebelaram ateando fogo nos colchões. Um policial civil e um agente de delegacia passaram mal e foram encaminhados ao hospital. Eles estão hospitalizados por terem inalado muita fumaça e passam bem.

Já dois presos se feriram gravemente no incêndio e foram encaminhados ao HU (Hospital Universitário) de Londrina. Outros dois também foram atingidos pelas chamas, mas estão fora de perigo e seguem em observação na Santa Casa de Cambé.


O delegado Roberto Fernandes disse que a galeria principal é a ala mais complicada, pois no momento da fuga haviam 170 detentos, sendo que o espaço comporta 32 pessoas. "A galeria B, onde eles atearam fogo, foi interditada. Os presos vão ficar alocados agora na galeria A e no pátio de sol", afirma.

A cadeia pública de Cambé tem capacidade total para 52 presos, mas atualmente abrigava 193. Ainda de acordo com Fernandes, uma transferência foi solicitada nesta manhã, ao juiz da VEP (Vara de Execuções Penais) de Londrina, Katsujo Nakadomari. "Estamos pedindo a transferência de 80 a 100 presos", completa.

Um inquérito vai ser instaurado para apurar a fuga, a rebelião e o dano ao patrimônio público por causa do incêndio.

Tensão

A fuga dos presos aconteceu por um buraco na laje da galeria principal. Eles tiveram acesso ao telhado e pularam o muro. A cadeia pública de Cambé fica a alguns passos da avenida Roberto Conceição e ao lado da casa de Joaquim Moraes Dias.

Ele se mudou para o endereço há quatro meses e já acompanhou duas fugas. "A gente escuta o barulho, as viaturas e ambulâncias passando, mas nessa noite eu escutei os tiros também", conta ele, que vive com filhos, nora e uma neta. "Aqui em casa estão todos assustados. A gente escuta tudo, mas fica quietinho, né? Ninguém vai ser louco de ir para a janela ver o que está acontecendo. Estou pensando em me mudar daqui", acrescenta.

Os moradores de um condomínio de apartamentos que fica em frente à delegacia, estão se organizando com os comerciantes da rua, para solicitar a transferência da cadeia. "De um lado a gente é protegido, mas temos o medo de sermos atingido por um tiro", conta uma moradora que não quis se identificar.

Ela mora no apartamento há 25 anos e diz que toda vez que ocorre uma fuga ou um conflito interno, escuta tudo pela janela. "É horrível. Acordei à meia-noite e até às 3h30 estava escutando as viaturas e os bombeiros tentando apagar o fogo. Agora de manhã, fica esse movimento na frente de casa. É complicado, mas a gente vai tocando os afazeres mesmos sabendo que tem foragidos por aí", conta.

Enquanto a polícia fazia a contagem dos detentos nas primeiras horas da manhã, do lado de fora, familiares dos presos esperavam angustiados por notícias. "Hoje, em uma semana normal, seria o dia de visitas. Estamos aqui, aflitos por notícias, sem saber se estão feridos ou não", desabafou a mãe de um jovem preso há um ano.
Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina

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