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Apucarana, 16 de Novembro de 2018

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06/06/2018 12h38

Ex-miss acusada de sequestro de empresário é considerada foragida da Justiça no PRJanerson Gregório da Silva fugiu do Batalhão de Polícia de Guarda em Piraquara, na Região de Curitiba, onde estava preso por participar no crime

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A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) confirmou que a ex-miss Pinhais Karina Cristina Reis, 25 anos, é considerada foragida da Justiça após romper a tornozeleira eletrônica. De acordo com a Sesp, Karina rompeu o equipamento no último sábado (2), horas antes do namorado e policial militar Janerson Gregório da Silva fugir do Batalhão de Guarda da Polícia Militar em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

Policial que confessou sequestro de empresário foge no PR

Os dois são acusados pelo sequestro de um empresário do ramo publicitário, com quem a modelo trabalhava, em agosto do ano passado. O policial militar foi preso na época do crime e a miss foi presa em setembro, acusada de ser a mentora do sequestro.

O empresário foi localizado horas após o pedido de resgate à família, amordaçado dentro do porta-malas de um carro, que estava estacionado na casa de Janerson, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba.

Karina Reis foi solta dois dias após a prisão por um habeas corpus concedido pela 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais e era monitorada por tornozeleira eletrônica. A polícia descobriu que ela rompeu o equipamento após ele ficar sem bateria no final de semana.

Agora a ex-miss e o policial militar são considerados foragidos da Justiça. Um terceiro participante do crime segue preso. Sobre a fuga do PM do Batalhão onde estava detido, um procedimento interno sigiloso foi aberto para apurar de que forma a fuga ocorreu.

Desde a fuga do policial militar, o Paraná Portal tenta contato com o advogado que defende o casal mas não obteve retorno.
 

De acordo com as investigações, o policial teria sequestrado a vítima a pedido de sua namorada, a ex-miss Pinhais Karina Reis. Porém, em depoimento, o policial militar confessou o crime, contou à polícia que precisava de dinheiro e eximiu a Karina e a mãe, que também foram presas na época, de qualquer envolvimento.

A PM não deu detalhes de como a fuga aconteceu, mas garante que buscas estão sendo feitas na região para localizar o foragido e que um Inquérito Policial Militar será aberto para apurar as circunstâncias da fuga e se comprovado a participação de agentes ou facilitação na fuga os mesmos serão punidos com o rigor da lei.

“A PM não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e ressalta que, para qualquer situação potencial envolvendo policiais, busca a elucidação de todos os fatos, e, se restar comprovada responsabilidade, os instrumentos adequados de saneamento, correição e expurgo são adotados, na forma legal, sendo respeitados os direitos ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, para qualquer militar estadual e neste caso não é diferente”, finaliza a nota.

O crime

O empresário foi atraído pelos sequestradores que se passaram por clientes interessados no serviço que ele oferece e marcaram um encontro. Ele foi rendido em São José dos Pinhais na tarde do dia 29 de agosto de 2017, segundo o delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos, do Tigre, o grupo da Polícia Civil, especializado em sequestros.

A vítima foi encontrada amordaçada, amarrada e vendada no porta-malas de um carro. O automóvel estava na garagem da casa do PM no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. A mãe de Janerson, Sueli de Fátima Gregório, também estava no imóvel e acabou presa, mas deixou a cadeia há duas semanas por força de outro habeas corpus.

Além de confessar o crime, Janerson contou à polícia que precisava de dinheiro, mas eximiu a mãe e a namorada de qualquer envolvimento.

“Diante do conjunto de provas que se apresentou aqui não tem como eximir, tanto a mãe, que foi no mínimo conivente com a situação, muito provavelmente – isso é o juiz que vai afirmar -, muito provavelmente ela sabia de tudo que se passava ali: o rapaz estava amarrado no interior do veículo e o veículo estacionado logo abaixo da janela do quarto dela. Ela também foi presa, continuamos diligenciando, descobrimos que havia uma terceira pessoa envolvida, que seria a namorada do principal sequestrador, e essa menina foi encontrada no município de Pinhais”, afirmou o delegado.

Como resgate, o grupo teria pedido R$ 200 mil. O delegado Luiz Artigas, também do Tigre, afirma que o crime foi solucionado graças à reação da família da vítima.

“A família recebeu um pedido de resgate e nos procurou imediatamente, o que foi determinante no sucesso da investigação, o que nos permitiu trabalhar o caso desde bem o seu início. Com base nas informações prestadas pela família, no fato da família ter acreditado no trabalho da polícia e não ter pago o resgate, houve a possibilidade de resgatarmos o refém”, afirmou.

 

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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