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31/08/2018 11h17

Tatiane Spitzner: Laudo sugere que não houve impulso na queda de prédioNa ocasião, os peritos sugeriram duas possibilidades com base em cálculos e três testes feitos

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A Polícia Científica do Paraná anexou ao processo um laudo divulgado na quinta-feira (30) informando que não houve qualquer tipo de impulso antes da queda da advogada Tatiane Spitzner, do 4º andar do prédio em que morava, em Guarapuava, na região central do Paraná.

Na ocasião, os peritos sugeriram duas possibilidades com base em cálculos e três testes feitos com bonecos no apartamento do casal. A primeira seria um desequilíbrio involuntário (queda acidental) e o segundo seria abandono de corpo inerte. Além disso, a perícia também afirmou que os elementos contradizem o depoimento de Luis Felipe Manvailer. O marido de Tatiane informou que sua esposa pulou e não conseguiu segurá-la.

"A posição final da queda – 3,78 m de distância do alinhamento predial e local da precipitação, conforme já calculado, descrito e embasado no Tópico 5. PRECIPITAÇÃO DE ALTURA, refere-se a i) desequilíbrio involuntário (queda acidental) ou ii)) ou abandono de corpo inerte, sem qualquer tipo de impulso, contradizendo mais uma vez o depoente que declarou", aponta o laudo.

"A mureta da sacada possui altura total de aproximadamente 93 cm (noventa e três centímetros), confeccionada em concreto na região inferior com mais 30 cm (trinta centímetros) de vidro e borda em metal, totalizando 1,23 m (um metro e vinte e três centímetros) de altura total aproximada. Esta altura impossibilita a passagem para o lado externo de maneira ágil, contradizendo o depoente que declarou" complementa a perícia.

Após a divulgação do laudo, a defesa Luis Felipe Manvailer disse que não irá se manifestar sobre o caso pois não teve acesso aos trabalhos realizados na data da perícia em questão. O marido de Tatiane Spitzner foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras (meio cruel, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio), cárcere privado e fraude processual.

CASO – Tatiane Spitzner foi encontrada morta depois de cair do 4º andar, na madrugada de 22 de julho e seu marido, Luis Felipe Manvailer é réu pela morte. Imagens de câmeras de segurança mostram Manvailer agredindo a mulher minutos antes da queda e, depois do caso, ele fugiu e foi preso após sofrer um acidente de carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava.
Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina