Carregando...

Alerta!

logo Vítima beija réu antes de ser condenado por tentar mata-lá  - Notícias - AN Notícias Vítima beija réu antes de ser condenado por tentar mata-lá - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 20 de Outubro de 2020

SAIBA MAIS

Dia do Poeta - Dia do Arquivista - Dia Internacional do Tráfego Aéreo -
29/01/2020 09h34

Vítima beija réu antes de ser condenado por tentar mata-lá Uma cena chamou atenção no julgamento: a sobrevivente, Micheli Schlosser, pediu autorização para beijar o agressor

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto
Acusado de tentar matar a namorada em agosto do ano passado, Lisandro Rafael Posselt, 28 anos, foi condenado a sete anos de prisão pelo Tribunal do Júri em Venâncio Alves, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (28). Uma cena chamou atenção no julgamento: a sobrevivente, Micheli Schlosser, pediu autorização para beijar o agressor, dizendo que o perdoava. A informação é da Zero Hora.

Micheli prestou depoimento no julgamento. Logo depois, pediu para beijar Lisandro, o que foi autorizado. O advogado Jean Severo, que representou o réu, diz que a atitude não foi combinada, mas ajudou na defesa. "Se a vítima tem essa atitude, ela que é a principal interessada, isso certamente facilitou a nossa argumentação", acredita. Depois da decisão, a vítima e o agressor tiraram uma foto juntos ao lados do time de advogados da defesa.

Lisandro estava preso desde o dia seguinte ao crime, mas agora deve permanecer em liberdade, pois não possui antecedentes e teve pena menor do que oito anos. Ele foi condenado a cinco anos por tentativa de feminicídio privilegiado, por agir sob forte emoção, o que diminui a pena. Houve qualificado de recurso que dificulta defesa da vítima, o que aumenta a pena. Os outros dois anos da condenação foram por porte ilegal de arma. O advogado dele diz que não vai recorrer.

O promotor do caso, Pedro Rui da Fontoura Porto, afirmou que a vítima disse várias vezes durante o processo que era dela a culpa pelo descontrole do homem. Também disse que os dois brigaram depois que ela ameaçou denunciá-lo falsamente por estupro, o que o promotor não acredita. "Entendemos que a versão não é verdadeira. Mesmo que fosse, não seria privilegiadora, pois o crime não foi na mesma hora. Ele saiu do local e retornou depois com a arma", diz ele, que vai recorrer para tentar derrubar essa privilegiadora.
Fonte: AN Notícias com Terra

Galeria de Imagens