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01/09/2017 11h51

Irmão de vice-governadora recebeu propina de construtora da Quadro Negro, diz delatorJuliano Borghetti, irmão da vice-governadora do Paraná Cida Borghetti, teria recebido R$ 45 mil da construtora Valor

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Juliano Borghetti, irmão da vice-governadora do Paraná Cida Borghetti, teria recebido R$ 45 mil da construtora Valor, investigada na Operação Quadro Negro, pela compra de um cargo no governo do Estado.

O ministro da saúde Ricardo Barros, marido de Cida Borghetti, teria negociado a ação, de acordo com a delação do dono da construtora Eduardo Lopes de Souza que pagou os valores, conforme apontou o jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso aos documentos.

O acordo foi assinado há cerca de um mês com a Procuradoria-Geral da República e aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal.

Dois réus da operação Quadro Negro firmam acordo de delação

O processo e o acordo correm em segredo de Justiça.  A operação investiga desvio de dinheiro na construção e reforma de escolas estaduais. O processo está parado desde outubro de 2016, em primeira instância. A juíza responsável, Daniele Nogueira, já ouviu todos os réus, mas ainda não proferiu a sentença que pode absolver ou condenar os envolvidos.

Segundo as informações da Folha, a reunião teria ocorrido no início de 2015, quando Barros era deputado federal para nomear Marilane Aparecida Fermino para um cargo de assistente na vice-governadoria, que atuava para auxiliar a construtora Valor dentro da instituição.

Os R$ 45 mil teriam sido pagos em três parcelas de R$ 15 mil.

Por meio de nota, o ministro Ricardo Barros negou todas as acusações e afirmou que o cunhado, Juliano, já foi ouvido no âmbito da Operação. A nota está disponível na íntegra no final desta matéria.

Juliano Borghetti

O irmão da governadora ficou três dias presos no âmbito da Operação Quadro Negro, devido aos cheques recebidos. Em 2013, quando era vereador da capital, ele foi detido por se envolver em briga de torcida.

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A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no início de 2016 e aponta que uma organização criminosa formada por servidores públicos, empresários e laranjas gerou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 17 milhões entre 2013 e 2015. Também foi confirmado o envolvimento de políticos nas irregularidades.

Segundo o Gaeco, a quadrilha informava que as obras estavam adiantadas para receber os valores indevidos do Estado.

A empresa Valor Construtora, que venceu dez licitações da Secretaria Estadual de Educação, é acusada de receber indevidamente mais de R$ 18 milhões. Segundo o Ministério Público, o valor total pode chegar a R$ 54.573.716,19. Além da suspeita de irregularidades nas licitações, muitas das obras nem saíram do papel. Os réus respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e tráfico de influência.

Segundo o TCE (Tribunal de Contas), no total, R$ 29,7 milhões podem ter sido desviados em 14 projetos, sendo que a Construtora Valor participou de metade deles.

Veja a nota de Ricardo Barros na íntegra

Pelas informações, trata-se de delação no âmbito da operação Quadro Negro.

Deve ser destacado que os fatos citados nada têm a ver com esta operação, pois Juliano trabalhou por três meses na Valor, empresa do pretenso delator, em período posterior às irregularidades citadas e anterior ao seu conhecimento público.

A operação Quadro Negro já virou inquérito e ação na Justiça há mais de um ano. Todos os envolvidos já foram ouvidos e não houve qualquer citação ao ministro.

Quanto à insinuação de “troca de cargo” envolvendo a servidora Marilaine Firmino, a suposta acusação não procede, pois ela é funcionária de carreira do Estado e nunca trabalhou na Secretaria do Meio Ambiente.

Antes do episódio, ela ocupava cargo na secretaria de educação, foi nomeada em FG (Função Gratificada) da vice governadoria, mas trabalhou efetivamente na Casa 
Civil. Depois, em abril, foi para a Secretaria de Administração, em março de 2017 alocada na Secretaria de Desenvolvimento Urbano como ouvidora, e em julho de 2017 voltou para a Secretaria de Administração.

A menção à colaboração voluntária da empresa no período de campanha é no estrito cumprimento da legislação eleitoral à época.

O ministro já solicitou ao ministro do STF, Luiz Fux, a abertura de sindicância para identificar os autores do vazamento, conforme preconiza a lei. O vazamento prejudica os citados, na medida em que nem ele nem seus advogados têm conhecimento sobre o conteúdo efetivo da delação, e se ela de fato existe.

O ministro também solicitará, se ou quando, notificado a separação deste suposto fato envolvendo R$ 45 mil do conjunto da Operação Quadro Negro, pois não há efetivamente nenhuma conexão entre os fatos que, segundo o que se sabe da narrativa do delator ocorreram em períodos distintos.

Juliano, no ano passado, já fez sua declaração no processo judicial reafirmando sua condição de contratado pela empresa Valor onde recebia salário.

O ministro esta à inteira disposição para esclarecimentos quando tiver acesso ao inteiro teor da suposta delação, reafirmando sua lisura no exercício da função pública.

Fonte: AN Notícias com PR UOL

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