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07/07/2013 03h03

Políticos paranaenses são pouco expressivos para os brasileirosPouco expressivos. É assim que os políticos do Paraná são percebidos pela população brasileira

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Pouco expressivos. É assim que os políticos do Paraná são percebidos pela população brasileira, de acordo com um levantamento de opinião realizado em todo o país entre os dias 24 e 30 de junho pelo Instituto Paraná Pesquisas. A sondagem indica que 87,2% dos eleitores brasileiros não sabem citar um único político paranaense em nenhuma esfera de poder. O quadro é agravado pelo fato de que 34% também afirmam que nenhum paranaense tem destaque na política nacional.

O primeiro nome que aparece em todas as respostas é o do senador Alvaro Dias (PSDB) – seja nos questionários abertos (quando a população cita um político que lhe vem à cabeça) ou nos fechados (quando são apresentados ao entrevistado uma lista de nomes para ele escolher). Alvaro é o paranaense mais lembrado, o de maior destaque e aquele que com quem os brasileiros mais simpatizam.

 

O posto de segundo paranaense mais relevante na opinião dos brasileiros está dividido, dependendo da pergunta formulada, entre o governador Beto Richa (PSDB); o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSC); e o senador Roberto Requião (PMDB) – veja infográfico.

Resultado ruim

O diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, diz que o resultado do levantamento é negativo para o estado. “Ficou muito claro que nossos políticos são muito pouco conhecidos e de que estamos muito distantes de um dia ter um paranaense na Presidência da República”, diz ele.

Já o cientista político Mário Sérgio Lepre, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), atribui a fraca expressão política a fatores históricos e à forma de se fazer política no estado. “O Paraná, embora seja um estado importante, nunca participou ativamente da vida política do país. Não temos um paranaense no Supremo [Tribunal Federal] ou nas castas militares, por exemplo”, diz ele. “O Paraná hoje é um estado paroquial, em que há uma distritalização do voto – o que elege ruralistas e representantes de outros segmentos que não estão necessariamente preocupados em discutir questões de relevância nacional.”

Lepre pondera que essa característica não é uma exclusividade do Paraná. Ao contrário, domina boa parte da política nacional. “É cômodo ficar escondido. Mas, se você é um representante, você precisa ter algo a dizer e dar a cara para bater. A pessoa que vota no [Fernando] Gabeira, por exemplo, vota por suas posições em questões-chave da política nacional. Ainda falta, até para o Beto Richa, se colocar mais nesse debate.”

Fonte: Gazeta do Povo