Carregando...

Alerta!

logo Os sinais de Francisco ao anunciar a primeira lista de cardeais - Notícias - AN Notícias Os sinais de Francisco ao anunciar a primeira lista de cardeais - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 29 de Novembro de 2020

SAIBA MAIS

Dia do Café - Dia da Solidariedade dos Povos Palestinos - Dia Nacional da Albânia -
12/01/2014 11h38

Os sinais de Francisco ao anunciar a primeira lista de cardeaisA primeira lista de criação de cardeais de Francisco é um claro sinal do que ele deseja para o seu pontificado

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto

A primeira lista de criação de cardeais de Francisco é um claro sinal do que ele deseja para o seu pontificado. Dos 16 purpurados com menos de 80 anos, e que, portanto, podem votar num conclave, apenas quatro ocupam cargos na Cúria Romana e 12 são titulares de arquidioceses espalhadas pelo Mundo. A nomeação mais surpreendente foi a do monsenhor Chibly Langlois, bispo de Les Cayes: o primeiro cardeal do Haiti. Um forte sinal de que Francisco deve usar o título de cardeal para fortalecer a posição de prelados da Igreja em países periféricos e que enfrentam dificuldades políticas e socais.

Nessa primeira lista, chama atenção a ausência da nomeação de cardeais de sedes tradicionais, como a do patriarcado de Veneza ou do arcebispado de Turim. Outro nome ausente da lista foi o do monsenhor francês Jean-Louis Bruguès, bibliotecário da Santa Sé, cargo que normalmente é ocupado por um cardeal.

Ao invés de favorecer nomes da Cúria e da Itália, Francisco aprofundou a estratégia de universalização da Igreja ao indicar um segundo cardeal para as Filipinas (principal país católico da Ásia),  monsenhor Orlando Quevedo, e outro para a Coréia do Sul, Andrew Yeom Soo jung, arcebispo de Seul. O Papa também incluiu na lista dois cardeais para o continente africano.

Para a América Latina, além do Haiti, o Papa Francisco fez questão de indicar com as primeiras nomeações prelados próximos e de sua confiança, como dom Orani Tempesta, no Rio, e o sucessor dele em Buenos Aires, o arcebispo Mario Aurelio Poli.

Francisco também aceitou a sugestão feita por dois cardeais próximos e que participam do G8 para a reforma da Cúria: Maradiaga, de Honduras,  influenciou na indicação de Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Manágua, na Nicarágua; e o chileno Ossa defendia a nomeação de Ricardo Ezzati Andrello, arcebispo de Santiago.

Na Cúria Romana, o Papa decidiu conceder a púrpura para nomes com experiência diplomática na América Latina: Pietro Parolin, secretário de Estado, foi núncio na Venezuela;  Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo dos Bispos, foi núncio no Brasil, Paraguai e Haiti; e Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, foi núncio na Colômbia.

A única exceção dessa lista curial foi o prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, Gerhard Ludwig M?ller, que é um nome próximo do Papa Emérito Bento XVI. Foi um gesto de Francisco ao antecessor, já que monsenhor Müller é considerado um conservador em doutrina e não tem uma linha de pensamento em sintonia com Francisco.

Um destaque especial para a lista foi a nomeação de Loris Capovilla, de 98 anos, que foi secretário do Papa João XXIII. Apesar de não poder votar num conclave por causa da idade, a escolha de Capovilla foi uma homenagem e um símbolo de que Francisco quer resgatar a importância do pontificado de João XXIII, responsável por convocar o Concílio Vaticano II.

Fonte: G1