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03/05/2019 11h20

Caso Eduarda: advogado nega participação de avó no crime em RolândiaO advogado Mauro Valdevino da Silva reforçou a tese de que Seidi teria matado e enterrado o corpo da filha

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O advogado de Terezinha de Jesus, Mauro Valdevino da Silva, convocou entrevista coletiva nesta sexta-feira (3) e negou qualquer participação da avó na morte da neta Eduarda Shigematsu, 11, em Rolândia.

 

Conforme Silva, a avó Terezinha e a neta saíram de casa juntas na manhã do dia 24 de abril. Terezinha foi ao local de trabalho onde costuma comercializar hortaliças e Eduarda seguiu para a escola. A estudante retornou após as aulas e apenas o pai de Eduarda, Ricardo Seidi, estava em casa. Avó e neta moravam em uma dependência nos fundos da residência de Seidi. Terezinha possuía a guarda de Eduarda.

 

O advogado reforçou a tese de que Seidi teria matado e enterrado o corpo da filha em outro imóvel de propriedade da família na mesma cidade. A avó retornou à casa em que morava cerca de 40 minutos depois de toda a ação. Segundo o advogado, Terezinha perguntou sobre a neta e o pai da criança alegou que ela havia pulado o muro da casa e, provavelmente, fugido.

 

Segundo o advogado, Terezinha tentou contato com amigos de Eduarda e, por fim, retornou ao local de trabalho. No dia seguinte, ela registrou boletim de ocorrência em razão do desaparecimento da neta.

 

Os detalhes foram mencionados pelo advogado que frisou a todo instante que a avó não presenciou o crime e que Terezinha só soube da morte da neta no momento em que o corpo foi encontrado no domingo (28).

 

“Ricardo, no depoimento no dia em que ele foi preso, no domingo, quando perguntado pela autoridade policial se Terezinha tinha conhecimento da morte de Eduarda, depois de muita insistência da autoridade policial, ele diz em voz muito baixa: ‘Sim’. A autoridade policial questiona: ‘Quando foi que você disse isso para ela?’ E ele diz: ‘Eu não quero comprometer mais ninguém’”, comentou o advogado. Seidi teria dito ainda, segundo o advogado de Terezinha, que a avó não tinha conhecimento da morte da neta quando registrou o boletim de ocorrência.

 

A avó, mesmo sendo proprietária do imóvel, não tinha acesso à residência do filho. Após a morte do padrasto dele, em novembro do ano passado, Seidi teria conseguido uma procuração de Terezinha para fazer a gestão dos imóveis. Por essa razão, o advogado alegou que a avó também desconhecia a presença de carros e de peças roubados ou furtados na chácara da família e na residência dele. “Ela ainda demonstra que tem algum tipo de medo em relação a ele”, acrescentou.

 

Terezinha foi presa na última terça-feira (30) por suspeita de participação no crime. A prisão temporária é pelo período de 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30. Ela segue na carceragem do 3º Distrito Policial de Londrina. A Polícia Civil investiga a motivação do crime. O advogado informou que deve ingressar com um pedido de habeas corpus.

 

O pai de Eduarda, Ricardo Seidi, foi preso no último domingo. Em depoimento na delegacia, ele não teria admitido ser o responsável pela morte da filha. No entanto, teria confessado ter enterrado o corpo no imóvel da família.

 

O delegado de Rolândia, Bruno Rocha, que conduz as investigações, explicou que várias diligências estão sendo realizadas. A apuração dos fatos é feita sob sigilo. Estão sendo analisadas imagens de câmeras de segurança e sendo feitas perícias em equipamentos eletrônicos.

 

O advogado de Ricardo Seidi não foi localizado para conceder entrevista. Seidi é investigado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e receptação.

Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina

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