Carregando...

Alerta!

logo Plantão médico feito pela primeira dama de Rolândia é alvo do MP - Notícias - AN Notícias Plantão médico feito pela primeira dama de Rolândia é alvo do MP - Notícias - AN Notícias

Apucarana, 23 de Julho de 2019

SAIBA MAIS

Dia do Instituto Oswaldo Cruz - Dia do Guarda Rodoviário -
18/06/2019 02h28

Plantão médico feito pela primeira dama de Rolândia é alvo do MPInvestigação é desdobramento da Operação Patrocínio, que levou ao afastamento do prefeito do cargo por cinco meses

Diminuir texto Diminuir texto Diminuir texto

O promotor Renato de Lima Castro, do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), ouviu nessa segunda-feira (17) o prefeito de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Luiz Francisconi Neto, o Doutor Francisconi (PSDB), a esposa dele, a médica Nilza Francisconi, e um ex-subprocurador jurídico do Município. O MP (Ministério Público) apura supostas irregularidades no cumprimento de escala feita pela primeira dama, que é servidora concursada, mas também prestava serviços por empresa terceirizada. A investigação é um desdobramento da Operação Patrocínio, que levou ao afastamento do prefeito do cargo por cinco meses por conta de irregularidades em contratos e licitações. 

Segundo Castro, a esposa do prefeito de Rolândia era tratada com "claro favorecimento" na escala de plantão aos sábados com aval de Francisconi e da então secretária municipal de Saúde, Rosana Alves da Silva, entre 2015 e 2018. O promotor aponta também que além da prioridade nos plantões, o cartão ponto era feito de maneira manual, sem um controle efetivo das horas de serviços prestados. "Foram feitas fraudes, com inserções falsas em documentos públicos, montagens de escalas. O nome dela não constava nos plantões com horários específicos. Ela assinou pontos em feriados e dias que não batem com o calendário anual." Segundo ele, há provas documentais que comprovariam que ela montava a escala junto com a então secretária de saúde de Rolândia .

 

Renato Castro informou que deverá concluir o inquérito ainda nesta semana. Entretanto, não calculou ainda qual os valores recebidos pela primeira dama nesses plantões médicos com suposto favorecimento. Os fatos apontados devem levar a denúncia de improbidade administrativa contra os quatro agentes públicos: prefeito, primeira dama, ex-secretária e ex-procurador. As provas poderão ser compartilhadas com a Justiça em segundo grau, que poderá abrir processo criminal contra Doutor Franscisconi por crimes contra a administração pública. Segundo o promotor, neste caso, o prefeito teria que estar impedido de despachar sobre procedimentos feitos pela esposa, mas ele ratificou os plantões mesmo com parecer contrário da procuradoria jurídica do município. 

 

A ex-secretária de saúde foi ouvida pelo MP em Rolândia e não foi encontrada pela reportagem. O prefeito e esposa negaram as supostas irregularidades. Doutor Francisconi disse que os plantões com convênio com a terceirizada existem desde 2014 para atendimento do programa saúde da família. "São vários médicos que se revezavam no plantão e o contrato era cumprido. Estou tranquilo que tudo que está sendo feito dentro da legalidade. Eu não me importo de vir responder ao Ministério Público quando tem questionamento, quando tem dúvida. Esse é o nosso dever."  

 

PATROCÍNIO

O processo criminal em relação à Operação Patrocínio tramita no TJ (Tribunal de Justiça). Deflagrada no dia 10 de setembro do ano passado, a investigação teve como alvos o prefeito de Rolândia, secretários municipais, servidores – que foram afastados dos cargos – e empresários. A denúncia do MP aponta o pagamento de mais de R$ 230 mil em propina e de contratações de serviços sem a realização de licitações ou com a dispensa do procedimento. De acordo com o MP, houve direcionamento de licitações, modificações indevidas em contratos, superfaturamento e falsificação de notas fiscais. "Eu digo com toda tranquilidade que sou inocente quanto na Patrocínio quanto agora. Eu vou pedir tempo e a Justiça irá mostrar que nunca houve irregularidade de minha parte. Naquela operação não fui ouvido em nenhum momento", concluiu Francisconi.

Fonte: AN Notícias com Folha de Londrina

Galeria de Imagens