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08/10/2015 12h33

Anos após "tijolões", celulares tipo "telha" caem no gosto do consumidorSmartphones com telas maiores são tendência

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Trinta e dois anos separam o início das vendas do primeiro celular no mundo — um Motorola que pesava quase 800 gramas e tinha 33 cm de comprimento — do último lançamento da Apple. O iPhone 6s Plus chegou ao mercado há quase um mês com 192 gramas e 15,8 cm. Nessa linha do tempo, os "tijolões" foram diminuindo de tamanho, até chegar aos 9,8 cm com o famoso StarTak da Motorola, em 1996, que se tornou um dos celulares mais vendidos da época. Nos últimos anos, mais leves, mais largos e menos espessos, os celulares mais se parecem com "telhas".

No início, nem todo mundo acreditou que eles fossem vingar. Até Steve Jobs, o fundador da Apple, defendia que o aparelho tinha de ser pequeno, para que o polegar chegasse a todos os cantos da tela sem muito esforço. As estatísticas têm provado, no entanto, que Jobs estava equivocado. Os consumidores estão animados com os novos tamanhos de celulares e as fabricantes, isso inclui a Apple, estão correndo para atendê-los.

Segundo pesquisa realizada pela consultoria de tecnologia IDC e cedida com exclusividade ao jornal O Estado de S.Paulo, 83% dos smartphones comercializados no Brasil em 2012 possuíam telas menores que 4". Outros tamanhos, nesta época, eram insignificantes. No ano passado, entretanto, os aparelhos com tela de 4" e 5" ultrapassaram os celulares menores e abocanharam 52% do mercado. Agora, no primeiro semestre de 2015, um novo segmento começou a crescer e a tirar espaço dos celulares entre 4 e 5 polegadas, que dominavam as vendas. Hoje, 36% dos smartphones comercializados possuem telas acima de 5" — um nicho até pouco tempo atrás nem aparecia nas pesquisas de mercado do setor.

A evolução dos tamanhos dos celulares está longe de ser um capricho de design. Tem a ver com funcionalidade e com a quantidade de recursos que eles precisam entregar aos usuários. Segundo dados do relatório Mobile Report divulgado pela Nielsen Ibope, no segundo trimestre deste ano, 72,4 milhões de brasileiros usam internet no celular — número que só avança. Em média, eles instalam 16 aplicativos em seus aparelhos, de acordo com dados da empresa de pesquisas comScore. No México, onde o uso é ainda mais frequente, a quantidade média de apps por celular chega a 22.

“A função do celular se alterou com o decorrer do tempo”, comenta Roberto Soboll, diretor sênior de produtos da área de dispositivos móveis da Samsung, a primeira fabricante a apostar em telas maiores. “Antigamente, o celular precisava se encaixar no espaço entre a orelha e a boca. Hoje, precisa encaixar na mão, já que ver vídeos, utilizar aplicativos e acessar sua rede de contatos é mais importante do que telefonar.”

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