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07/08/2014 02h37

Milhares de usuários do Facebook se unem a ação coletiva contra a rede socialAtivista da Áustria pede uma indenização de 500 euros (US$ 671) por supostas violações da legislação de proteção de dados

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Milhares de usuários mostraram interesse em se unir a uma reivindicação coletiva contra o Facebook por violar as leis de privacidade na rede, segundo disse nesta quarta-feira (06) o ativista austríaco Max Schrems, impulsor da iniciativa.

Em consequência, declarou Schrems em seu site, a reivindicação coletiva apresentada perante um Tribunal de Viena limitará a inclusão de denúncias até um máximo de 25 mil perfis que, como seu impulsor, acusam o Facebook de violar a privacidade na internet. O site criado pelo estudante de Direito é o Facebook Class Action.

Reforço

Segundo o ativista, desde 1 de agosto, cerca de 7 mil pessoas de mais de 100 países se registraram a cada dia no site Europe versus Facebook, criado para angariar a adesão de mais internautas - na última sexta-feira (01), foi atingido o pico de uma solicitação a cada seis segundos.

"Acreditamos que receberíamos muito apoio, mas o número de participantes que se apresentou em um período tão curto superou nossas expectativas mais otimistas", assinalou Schrems.

Embora tenha assegurado que a campanha estava "bem preparada" para receber "uma grande quantidade de denúncias", Schrems explicou que foram obrigados a fixar em 25 mil o número de pessoas que figurarão na ação coletiva dado que cada perfil deve ser exaustivamente analisado para confirmar ou rejeitar supostas irregularidades.

Indenização

Em sua reivindicação, Schrems pede para a subsidiária do Facebook na Europa, cuja sede está em Dublin, uma indenização de 500 euros (US$ 671) por supostas violações da legislação de proteção de dados.

O ativista também vincula a companhia fundada por Mark Zuckerberg com o polêmico programa americano de espionagem em massa na internet, que, segundo o ex-analista da NSA Edward Snowden, permitiu o acesso aos dados de milhões de cidadãos armazenados em servidores do Google, Facebook e Skype, entre outros.

NO mês passado, o Tribunal Superior irlandês já remeteu ao Tribunal Geral da União Europeia (UE) outra reivindicação apresentada por Schrems para que averigue se o Facebook entregou às autoridades americanas informação privada sobre seus usuários europeus.

Um ano antes, Schrems também apresentou um pedido similar perante a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), responsável por vigiar o cumprimento da legislação vigente por parte do Facebook, rede social que tem sua base de operações europeias na capital irlandesa.

Fonte: AN Notícias com Gazeta do Povo

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