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17/06/2014 12h42

Software desenvolvido na PUCPR detecta perigo de abuso sexualPesquisadores da PUC-PR criam programa inédito que identifica quando uma criança está sendo aliciada na internet para fins sexuais

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Deixar uma criança navegar sozinha na internet é tão arriscado quanto deixá-la sozinha nas ruas. Soa exagero? Não para quem luta contra crimes cibernéticos. Os pais alertam os filhos sobre falar com estranhos nas ruas, mas ignoram os riscos no mundo virtual. A geração multimídia ainda não se deu conta dos perigos da internet nem de seus predadores. Um reflexo disso é que a pornografia infantil lidera as denúncias de crimes virtuais no Brasil, com 80.195 ocorrências em 2013, média de 220 por dia. Entre elas, o aliciamento de crianças e adolescentes em chat (bate-papo).

Um perigo crescente exigia uma resposta em igual medida. Assim, os programas de pós-graduação em Informática e Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) criaram um software inédito no mundo, que emite um sinal de alerta no instante em que alguém tenta aliciar uma criança em salas de bate-papo.

Pesquisadores analisaram 40 diálogos disponíveis no site Perverted Justice, dos Estados Unidos. Depois de investigar 20 mil linhas de conversação, com características das frases, gírias e palavras, o grupo estabeleceu um modelo probabilístico computacional.

A partir de padrões de atuação do agressor, criou-se um programa de computador capaz de identificar a ocorrência do aliciamento e o nível de suscetibilidade em que a vítima se encontra. Validado com base nesses 40 casos reais, o software foi criado como protótipo. Os testes mostraram taxas de acerto de 91% e o programa foi então desenvolvido com caráter autoprotetivo para ser usado em escolas, em investigações policiais ou computadores individuais. Na prática, o funcionamento é bem simples.

“Semáforo”

À medida que a conversa se desenvolve no chat, o software identifica se as palavras ou gírias usadas pelo agressor começam a evoluir para um aliciamento sexual da criança ou adolescente. Nesse instante, emite um sinal. Como um semáforo de trânsito, exibe um alerta amarelo na tela do computador para avisar sobre um perigo iminente e vermelho para um perigo real. O método foi desenvolvido com base em seis fases típicas do aliciamento, que começa como uma conversa normal, em que o agressor quer conhecer e ganhar a confiança da vítima.

Nessa etapa da comunicação não há nenhuma peculiaridade. As fases características ficam evidentes quando o aliciamento se aproxima dos níveis de maior risco, em que o abuso está prestes a acontecer. O aliciador se coloca como o “melhor amigo” da criança e tenta isolá-la, tanto dos familiares como dos amigos, desenvolvendo uma confiança enganosa. Passa a ser o seu confidente. Outra característica é que o agressor começa a usar palavras com apelo sexual e manipula a vítima de modo a tornar o assunto algo “corriqueiro” e “sem problemas”.

São grandes os riscos de um contato virtual se transformar em um encontro presencial. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que, de cada cinco crianças que navegam na internet, uma já recebeu de um aliciador proposta para um encontro sexual. E uma a cada 33 se comunicou por meio de telefone e recebeu dinheiro ou passagem para se encontrar com o aliciador.

Fonte: AN Notícias com Gazeta do Povo

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