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Apucarana, 18 de Maio de 2021

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09/04/2021 12h37

Preço super baixo de aeroportos explica o grande ágioO leilão de 22 aeroportos foi bem-sucedido, claro, porque conseguir vender concessão de aeroportos na pior crise da história do setor aéreo é um sucesso

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O leilão de 22 aeroportos foi bem-sucedido, claro, porque conseguir vender concessão de aeroportos na pior crise da história do setor aéreo é um sucesso. Outros países nem tentaram. Mas é preciso entender algumas questões para dimensionar o evento. Uma delas é que o governo reduziu exageradamente o valor a ser pago pela outorga dos aeroportos.

O Bloco Central, por exemplo, com seis aeroportos, foi oferecido por apenas R$ 8,2 milhões e a CCR pagou R$ 774 milhões, um ágio de 9.156,01%. Ou seja, estava subavaliado. Era como se cada aeroporto saísse por um pouco mais de um milhão em média. Evidentemente não faz sentido.

O Bloco Sul, o mais disputado, com nove aeroportos, foi oferecido por R$ 133 milhões e arrematado por mais de R$ 2 bilhões. Claro que há também embutido no preço o compromisso de investimentos, mas gastos que eles têm mesmo que fazer para tornar mais rentável o negócio e para a própria manutenção dos terminais.

 

Outro ponto a destacar é que a CCR estava precisando voltar ao jogo, e ter de novo contratos com o setor público. A empresa foi investigada pela Operação Lava-jato fez um acordo de leniência, pagou a compensação acertada e voltou a poder entrar em licitações do setor público. Ficou com 15 dos 22 aeroportos. Hoje administra Confins.

Houve menos participantes do que se esperava, mas o fato de o leilão ter ocorrido é importante. O que as empresas estão olhando é o médio e longo prazo do Brasil. Essa crise não vai durar para sempre, a ANAC mostrou rapidez ao dar respostas regulatórias na crise, e as perspectivas do Brasil são boas. Nisso é que apostaram porque afinal os contratos são de 30 anos.

A conjuntura é de um governo que cria muitos ruídos, dá muita insegurança no investidor. Ontem, por exemplo, Bolsonaro alimentou a dúvida, quando disse que o aumento do gás é inaceitável e que haverá mudança na fórmula de cálculo de preços. O presidente falou isso ao lado do general Joaquim Silva e Luna, que ainda vai assumir a Petrobras. Estes reajustes seguem regras pré- estabelecidas em contrato. O que é pior ainda é a péssima gestão da pandemia. Isso afeta muito a avaliação dos investidores nacionais e estrangeiros sobre investir no país.

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