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Apucarana, 16 de Maio de 2021

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11/07/2017 03h37

Apoio ao governo Temer “racha” PSDB do ParanáChefe da Casa Civil defende rompimento; presidente estadual do partido pede cautela por reformas

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A manutenção ou não do apoio ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) provocou um “racha” na cúpula do PSDB do Paraná. O secretário-chefe da Casa Civil do governo Beto Richa, Valdir Rossoni, divulgou mensagem encaminhada por ele aos deputados federais tucanos defendendo que o partido abandone imediatamente o governo diante do agravamento das denúncias de corrupção envolvendo o presidente e auxiliares próximos. Já o presidente estadual da legenda e da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, defende que a sigla mantenha o apoio a Temer até a votação das reformas, e depois reavalie a situação.   “Antes de apoiarmos Michel Temer, nosso PSDB era favorito para conquistar a presidência da República. Hoje somos a 4ª ou 5ª opção. Esse mesmo PMDB que ajudou a nos derrotar duas vezes com Lula e uma com Dilma agora está nos levando ao fundo do poço e comparados ao PT. Será que estamos no caminho certo ou vamos enterrar nosso futuro por amor ao presidente Temer?”, questionou Rossoni no texto encaminhado aos parlamentares da sigla. O secretário é deputado federal licenciado.   “Qualquer que seja o presidente a assumir o poder agora, seja Rodrigo Maia ou outro nome, terá papel preponderante no cenário político. Não podemos morrer abraçados com o Temer. Não podemos perder o momento de sermos protagonistas – e não meros colaboradores”, afirmou ele. “Sei que muitos não compartilham de minhas posições, mas não gostaria que o PSDB entregasse o que nos resta de patrimônio político. Mas nessa hora, em que temos os melhores quadros, não podemos ser auxiliares e coadjuvantes de um Governo que moralmente não tem como se sustentar”, defendeu.   Já Traiano tem uma posição mais cautelosa. Na avaliação dele, os tucanos devem manter o apoio a Temer até que as reformas em discussão no Congresso sejam votadas. “Eu acho que a linha do PSDB está correta. Imagino que a responsabilidade hoje não é para com o presidente, mas com o Brasil.    Portanto, ao tempo em que se votem as reformas essenciais para o Brasil que eu imagino que venhamos a votar com a maior rapidez possível, acho que é o momento do PSDB distanciar-se do governo para construir uma nova caminhada política, e enfim, votando as reformas já deu sua contribuição ao Brasil”, avalia o dirigente.   Sobre a posição de Rossoni, Traiano foi “diplomático”, alegando que como presidente do PSDB paranaense, não pode tomar decisões isoladas. “Eu não falo isoladamente. Talvez essa seja uma posição individual do Valdir Rossoni. Eu sou presidente do PSDB. Eu não posso anunciar nada sem tratar isso em reunião interna e com o governador”, disse.   Grampo - O “racha” no PSDB paranaense reflete uma divisão entre os tucanos que é nacional. Em abril, Rossoni já havia entrado em confronto com o presidente nacional licenciado do partido, senador Aécio Neves, ao divulgar um vídeo nas redes sociais afirmando que deixaria a legenda se ficassem provadas as acusações contra o dirigente sobre contas secretas no exterior. Em junho, gravações feitas pela Polícia Federal mostraram Aécio cobrando explicações do governador Beto Richa sobre as declarações do secretário. Na conversa, o senador chega a ameaçar expulsar Rossoni do partido caso ele não se retratasse.    Na mesma época, Aécio se afastou da presidência da sigla, depois de ser acusado de pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para pagar sua defesa nos processos da operação Lava Jato. Após a divulgação das gravações telefônicas, Rossoni voltou a atacar o dirigente tucano, dizendo que se Aécio voltasse à direção da legenda, ele deixaria o partido.
Fonte: AN Notícias com Bem PR

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