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05/01/2008 09h44

Em 2007, pela primeira vez na história da maior Casa Legislativa do país, o Paraná conseguiu emplacar um candidato na disputa pela presidência da CâmaraSerraglio critica governo Requião e o PMDB do Paraná.

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Em 2007, pela primeira vez na história da maior Casa Legislativa do país, o Paraná conseguiu emplacar um candidato na disputa pela presidência da Câmara – deputado Gustavo Fruet (PSDB), que acabou derrotado por Arlindo Chinaglia (PT/SP) - , e garantiu ainda o inédito cargo na primeira-secretaria, com Osmar Serraglio (PMDB). A reportagem do Jornal do Estado conversou com Serraglio sobre a importância desta experiência, sobre planos futuros, governos Requião (PMDB), Lula (PT) e expectativas paras as reformas tributária e política. Apesar de ser correligionário, o parlamentar não hesitou ao apontar erros do governador e do próprio partido. Jornal do Estado — Nos últimos anos, o senhor tem caminhado de forma independente do governo Requião e do próprio PMDB? Por quê? Serraglio — Não diria independente. Mas, não tenha dúvida de que não faço parte do grupo que comanda o PMDB do Paraná que, aliás, não dá o menor valor para a opinião dos deputados federais. Ao longo dos anos, nós de Brasília não existimos. Uma integração poderia trazer benefícios para os dois lados. Já que nós paranaenses somos a segunda maior do PMDB na Câmara. Só perdendo para a do Rio de Janeiro. JE – Qual a sua avaliação destes cinco anos de governo Roberto Requião? Serraglio – Espero que estejam preparando alguma coisa para ajudar o governo a deslanchar a partir de 2008. Até o momento, tem deixado muito a desejar. Deveria haver uma visão mais voltada para os municípios do interior. Como já disse, deveria haver maior integração com a bancada de Brasília. Sinalizar que estamos caminhando juntos. Atualmente, é muito difícil uma reivindicação minha se tornar realidade no Estado. JE – Hoje, o governo Requião conta com apoio irrestrito dos petistas, inclusive nas votações da Assembléia Legislativa. Tanto PMDB como PT já sinalizaram que pretendem lançar candidato próprio na disputa pela Prefeitura das maiores cidades do Estado. O senhor acredita que as eleições 2008 possam provocar um racha na base aliada? Serraglio – Durante as eleições, acredito que sim. Não tenha dúvida de que cada um vai buscar seus interesses. Mas, acho que depois da disputa eleitoral haverá um reagrupamento. O problema é que no Brasil os partidos são meros instrumentos de busca de espaço eleitoral. JE – Apesar da distância de pouco menos de três anos, muito tem se falado sobre a disputa pelo governo do Estado em 2010. O senhor acredita que o PMDB tenha condições de encontrar um sucessor à altura, dentro do próprio partido, para Requião? Serraglio – Existe um nome que acredito que tem plenas condições de assumir esta tarefa e se chama Orlando Pessuti. Apesar de vir sendo muito hostilizado dentro do partido e pelo próprio governador, o Pessuti é um homem muito preparado. Ele tem uma história política de mais de 20 anos. JE – O senhor está cumprindo seu terceiro mandato consecutivo na Câmara Federal e agora com o destaque de ser o primeiro-secretário da Casa. Existem planos para a disputa de um cargo no Executivo? Serraglio – Não tenho nenhuma pretensão para o Executivo. Talvez para o Senado. Mas isso vai depender muito do quadro na época das eleições. JE – Como está sendo esta experiência inédita na Primeira Secretaria da Câmara? O senhor tem o sonho de ser o presidente da Casa? Serraglio – Não há mais tempo para nada. Tenho que ficar diariamente resolvendo os problemas de uma Casa que tem o orçamento maior que de uma cidade como Curitiba. Internamente, tem sido bastante proveitoso o cargo. Tenho procurado valorizar a Câmara. O próximo presidente da Câmara certamente será do meu partido, mas não estou me valendo de nenhuma estratégia para ser o escolhido. Não descarto a possibilidade. JE – Em 2007, a Câmara conseguiu superar o episódio do mensalão? Serraglio – Hoje, se reconhece como destaque de 2007 o ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, pela sua atuação na condução do julgamento dos mensaleiros. Porém, fomos nós da Câmara que encaminhamos todas as provas para ele. A CPI do mensalão foi uma vitória para o Congresso. Várias outras CPIs não deram em nada. JE – Na sua avaliação, qual a influência da derrubada da CPMF no andamento da reforma tributária? Serraglio – Necessariamente, a reforma tributária terá que sair. Com o governo nadando em dinheiro do jeito que estava, não ia sair. Como foram retirados R$ 120 bilhões do Lula até o final de seu mandato, acredito que a reforma será encaminhada até o final de 2008. JE – E quanto a reforma política? A possibilidade de acontecer ainda este ano? Serraglio – Muito difícil, já que é um ano eleitoral. Estou certo de que não sai em 2008. A derrota na votação da CPMF no Senado, ao menos deu uma freada nos ímpetos de Lula de tentar aprovar uma lei que lhe permitiria um terceiro mandato. Já é alguma coisa. JE – Qual a sua avaliação do governo Lula? Serraglio – Acredito que estamos tendo muita sorte, já que o Lula está indo bem. Principalmente, na área econômica. JE – O senhor foi muito criticado pelo seu projeto que culminou com a prorrogação dos contratos das empresas franqueadas dos correios, sem licitação. Serraglio – Depois, o governo acabou emitindo uma Medida Provisória que é uma cópia exata do meu projeto. Na CPI, mostrei o que está errado nas grandes franquias. Porém, as franqueadas garantiram mais de R$ 3 bilhões para os Correios.
Fonte: Jornal do Estado

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