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Apucarana, 17 de Maio de 2021

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Dia Internacional das Telecomunicações -
04/01/2008 07h55

O governador Roberto Requião (PMDB) não conseguiu intimidar seus secretários de Estado com a ameaça de demissão em caso de faltas ao trabalho durante esta primeira semana de 2008Secretários ignoram Requião e esticam feriado.

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O governador Roberto Requião (PMDB) não conseguiu intimidar seus secretários de Estado com a ameaça de demissão em caso de faltas ao trabalho durante esta primeira semana de 2008. Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal do Estado entrou em contato com alguns órgãos da administração do Estado na tentativa de entrevistar os titulares destas pastas. Ao menos três secretários decidiram esticar o feriado de Ano Novo e garantir mais três dias de descanso com a família. O secretário de Planejamento, Ênio Verri, de acordo com sua assessoria de gabinete, está viajando e só estará à disposição na próxima segunda-feira. O mesmo acontece com o secretário do Trabalho, Nelson Garcia, o qual a assessoria não soube precisar seu paradeiro. Na Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, a informação é de que o titular, Nizan Pereira, e toda sua equipe de gabinete - responsável pelas entrevistas e pela agenda do secretário – só retomam as atividades no próximo dia 7. Já na Secretaria Especial de Governo para Assuntos de Curitiba – pasta coma ndada por Doático Santos – o telefone chamava, sem ninguém atender, até cair no fax. A reportagem procurou Doático no telefone celular, mas o secretário não atendeu a ligação e tão pouco retornou aos recados. Segundo a assessoria de gabinete da Secretaria da Fazenda, Heron Arzua está na cidade, apesar de, no momento da tentativa de contato da reportagem, não estar no prédio. Outro que não foi localizado é o Secretário de Obras Públicas, Júlio Aráujo Filho. De acordo com a assessoria, o secretário também estava em Curitiba e retornaria para o órgão até o final da tarde. Dos oito secretários procurados, apenas Milton Buabssi e Maria Marta Lunardon, respectivamente, responsáveis pela Secretaria Especial de Relações Comunitárias e Secretaria de Administração, estavam em expediente normal e atenderam prontamente a reportagem. Em entrevista ao Jornal Folha de Londrina, no final do ano passado, Requião garantiu que os membros do primeiro escalão do governo não teriam férias nesta época do ano, sob pena de demissão. “Vou fazer a máquina andar. Não vou deixar nada parar aqui neste governo porque é começo de ano. Não tem férias para secretário algum. Isso está decidido. Quem quiser férias, já saberá que será demitido. Quero colocar novos hospitais para funcionar, inaugurar escolas. A burocracia já nos faz parar no fim do ano. Não quero perder tempo”. Fontes do Palácio das Araucárias garantem que Requião chegou a percorrer os andares do prédio para verificar possíveis ausências. Hoje, o salário mensal de um secretário de Estado no Paraná é de R$ 11,9 mil. Recesso – No último dia 20, Requião revogou o decreto que concedia férias coletivas ao funcionalismo do Estado entre os dias 24 de dezembro e 4 de janeiro. Matéria publicada na agência estadual de notícias, na mesma data, afirmava que “haverá expediente normal nas repartições públicas estaduais nas próximas duas semanas, inclusive nos dias 24 e 31 deste mês. Só não haverá expediente nos feriados de 25 de dezembro e 1º de janeiro”. Requião revogou a liminar depois que sindicatos de categorias dos servidores públicos conseguiram uma liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR). Essa liminar obrigaria o Estado a não descontar os dias de férias coletivas das férias regulares dos servidores públicos. “Não, não terá período de férias coletivas - a não ser entre os dias 22 de dezembro e 2 de janeiro. Mas a partir do dia 2, quero colocar o pé no acelerador”, garantia o governador.
Fonte: Jornal do Estado

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